domingo, 6 de outubro de 2019

IMAGINEM (ATUALIZAÇÃO 2)

IMAGINEM...
ACONTECEU! EM PORTUGAL! UM ESTADO DE DIREITO!

O CIDADÃO C, PERITO INFORMÁTICO, ESTÁ NO SEU TRABALHO, A CERCA DE 30 KM. DE CASA.

USANDO A SUA PERÍCIA E POR VIVER SOZINHO, INSTALOU EM CASA CÂMARAS DE OBSERVAÇÃO.

COM LIGAÇÃO AO SEU TELEMÓVEL COM INTERNET.

TUDO MUITO BARATO. CONSEGUE VER O QUE SE PASSA EM SUA CASA ÀQUELA DISTÂNCIA NO SEU

TELEMÓVEL.

O TRABALHO INFORMÁTICO EXIGE GRANDE CONCENTRAÇÃO. NUM MOMENTO DE DESCANSO

CEREBRAL LIGA O TELEMÓVEL E ESPERA VER O HABITUAL NA SUA CASA: NADA

MAS NÃO É O QUE VÊ, `VÊ ANTES 4 PESSOAS A MOVIMENTAREM-SE E A TIRAREM FOTOGRAFIAS

DE TODAS AS PEÇAS DOS MÓVEIS E AFINS.

ALIVIA O SEU SUSTO QUANDO VÊ QUE DUAS DAS PESSOAS ESTÃO FARDADAS DE AGENTES DA PSP.

C PEDE AO SEU DIRETOR SE LHE PERMITE AUSENTAR-SE E IR A SUA CASA VER O QUE SE PASSA.

PEDIDO IMEDIATAMENTE ACEITE

CHEGA À PORTA DA SUA CASA E TEM UM PAPEL COLADO À PORTA, DIZENDO QUE O CANHÃO DA

FECHADURA TINHA SIDO MUDADO POR UM AGENTE DE EXECUÇÃO, E QUE PODERIA DESLOCAR-SE

AO SEU ESCRITÓRIO PARA OBTER A NOVA CHAVE

O QUE FAZ, POR AINDA NÃO SEREM 18,00 HORAS, HORA DE FECHO DO ESCRITÓRIO

PARECE QUE O AGENTE DE EXECUÇÃO USOU UM DESPACHO DUM JUIZ JÁ COM DATA DE 2013

EVENTUALMENTE "ORIENTADO" PELO BRASILEIRO QUE CONTROLA O CONDOMÍNIO DO PRÉDIO...

DESDE SEMPRE...


 RESTA DIZER QUE ESTÁ TUDO FILMADO.
ESTUDARAM O MOMENTO OPORTUNO DE ASSALTAREM A SUA HABITAÇÃO
NA 5º FEIRA ESTEVE LÁ EM SUA CASA A EMPREGADA DOMÉSTICA A FAZER O SEU TRABALHO
ESPERARAM PELA 6ªFEIRA, EM QUE O CIDADÃO CHEGADO EM CASA NÃO CONSEGUIRIA ABRIR A PORTA, O ESCRITÓRIO DO AGENTE DE EXECUÇÃO ESTARIA FECHADO ATÉ 2ªFEIRA.
O CIDADÃO C ESTARIA IMPEDIDO DE ENTRAR EM SUA CASA DURANTE O FIM DE SEMANA.
TUDO POR UMA PEQUENA DÍVIDA LITIGIOSA AO CONDOMÍNIO
TUDO ORQUESTRADO-
DÍVIDA LITIGIOSA PORQUE INCLUIRAM NAS DESPESAS NO CONDOMÍNIO OBRAS FEITAS EM APARTAMENTOS DOS PRÓPRIOS, NÃO NO ESPAÇO COLETIVO DO PRÉDIO
O CIDADÃO C RECLAMOU POR ESCRITO, ,MAS SEM DINHEIRO PARA RECORRER AOS TRIBUNAIS!

PORQUE A VIDA ESTÁ DIFÍCIL PARA QUEM QUER TRABALHAR. ACRESCE QUE O CIDADÃO C É ENGENHEIRO (IST) E ESTEVE DESEMPREGADO MUITO TEMPO, DESDE 2008 COM A CRISE ECONÓMICA PROVOCADA PELAS SUBPRIMES AMERICANAS

DIZ O POVO QUE PESSOAS DE MÁ FÉ`TÊM VIDA CURTA...


CONSELHO FINAL: NÃO SE ESQUEÇAM DE IR VOTAR HOJE NESTE GOVERNO, NESTE ESTADO DE DIREITO...(???)






terça-feira, 3 de setembro de 2019

PARABENS DR. RUI RIO

TEMOS MESMO QUE VIRAR À DIREITA, SENÃO PORTUGAL NÃO CRESCE

PARABÉNS PELO BOM TRABALHO DA GERINGONÇA!

sábado, 20 de abril de 2019

HOJE NÃO ME FALAM...OS ASSUSTADIÇOS...

INTITULAM-SE DRAGÕES DO ROVUMA...

NÃO ESTAVAM NUMA GUERRA COLONIAL...A MAIORIA ESTAVA A DEFENDER "A PÁTRIA"...

MUITO NOVOS...MUITO INGÉNUOS...

O PREC DE 74 75 DEU-LHES CABO DOS MIOLOS...QUE PERDESSEM O RESPEITO PELOS ANTIGOS

GRAUS MILITARES AINDA SE PODERIA ACEITAR, PERDER O RESPEITO PELOS MAIS VELHOS, NÃO

E FOI O QUE ACONTECEU NA EX-COMPANHIA DE CAVALARIA 1730

NOS NOSSOS ALMOÇOS ANUAIS PASSARAM AO TU CÁ TU LÁ...

COM MAIS 10 ANOS DO QUE ELES, NAS PICADAS DO NORTE DE MOÇAMBIQUE, NÃO OS DEIXEI

LEVANTAR MINAS, ENSINEI-OS ANTES A REBENTAR MINAS...PESSOALMENTE...FISICAMENTE...

POUPEI-LHES A VIDA N VEZES...

E HOJE NÃO ME FALAM, PORQUE À SUA FALTA DE RESPEITO OS MANDEI APANHAR NO RA...NO RA...

NO RA...


Em tempo: bo

sábado, 7 de maio de 2016

ANGELA MERKEL, CONSEGUIRÁ CORRIGIR A ALMA ALEMÃ?

-------- Mensagem Original --------
Assunto:Re: Mauthausen. 71 anos de libertação, 11 formas de morrer
Data:2016-05-07 14:16
Remetente:hsapereira@iol.pt
Para:Carlos ...@netcabo.pt>

Havia uma estátua em Mueda, militares lusos, amontoados, mortos, farda portuguesa antiga...Tinha um nome: Aos Mártires de Negomano. Tropas alemãs na 1ª guerra mundial tinham morto todos os lusos aquartelados em Negomano...
Lembro-me dum militar da minha Companhia, CCAV 1730, ser fotografado pé em cima da estátua, G3 em riste...foto
heroica...militar do quadro permanente, graduado...
Tropas alemãs sempre muito perigosas...perigosamente disciplinadas...
Americanos, querem acabar com o estado islâmico? "Soltem" os alemães!

Em 2016-05-06 23:55, Carlos ... escreveu:
 
 
O Holocausto tornou claro que a barbárie mais abjecta pode ser obra de gente dita civilizadaF. Sarsfield Cabral ( D.N -2/02/2005)
 
 
Só para relembrar , tal como escreveu Anne Frank , “””O QUE É FEITO NÃO PODE SER DESFEITO, MAS PODEMOS PREVENIR QUE ACONTEÇA NOVAMENTE “”.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PARIS...1966...

Einstein não simpatizava com os filósofos...

Porque, como dizia, tudo deve ser o mais simples possível, mas não mais simples.

E não vale a pena criar enredos à volta das leis da Física. Porque são leis da Física, demonstradíssimas! Ponto final.

Isto para afirmar que as memórias não nos destroem nada...como avisam alguns filósofos...

Já contei aqui o que foi o meu ano de 1966: bem casadinho, dois filhotes já a andar, curso de Economia acabado, recrutado obrigatoriamente pelo Exército para o curso de capitães; objetivo render capitães do quadro permanente na guerra do Ultramar.

Como qualquer luso, o proibido não me repugna quando limitam os meus direitos básicos. O Rui ainda hoje me chama de insurreto...


E foi assim:

Em 1967 para se sair de Portugal era preciso uma licença militar, isto no masculino.

Que ninguém ma passava, claro, estava nomeado para Moçambique.

O meu batalhão aguardou o embarque em Portalegre - bifinhos no Tarro - já lá foram?

Vi que o quartel do Batalhão de Caçadores (Infantaria) de Portalegre, onde estávamos, como praça militar de fronteira, passava facilmente licenças de poucos dias para os militares poderem ir ver las chicas...las chicas...las chicas... ("doido compulsivo...")

Consegui uma destas licenças.

A 7 dias do embarque no Niassa, meti-me no carocha, passaporte em dia mais licença militar, deixaram-me sair para Espanha.

Só que continuei até Paris.

Pela terceira vez no quartier latin...hotel, sair para jantar, sentar na borda do passeio, junto a dezenas de jovens, muitos hipis...o conforto duma FN no bolso..., olhos quase fixos na Notre Dame, em frente...A nossa civilização...

Que emoção...

No dia seguinte, metro, até à sede da OCDE.

Concierge, escada alcatifada, circular, 1º andar. Muitos quadros nas paredes, pinturas originais dos maiores pintores de sempre -.pareceu-me...Veio um funcionário engravatado, muito alinhado, convidar-me para esperar numa sala, que havia muitas hipóteses, porque economista, de obter lá emprego.

Saiu.

E eu saí também a seguir. Metro, pagar o hotel, meter-me no carocha e aí vai ele...embarcar no Niassa...

NÃO CONSEGUI FUGIR...



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

NEGOMANO - 1ª SITUAÇÃO

Primeira situação em Negomano.

Ao fim de 2 dias de sobreposição, a companhia de caçadores (Infantaria) que fomos render partiu para Mueda.

O comandante da companhia - capitão miliciano (como eu) - já tinha partido de avião. Levaram a nossa Berlier (rebenta-minas) e todos os Unimogs. 

Ficámos sós na 1ª fieira de arame farpado...nós, a Companhia de Cavalaria 1730...

Uma certa emoção...para todos nós...166 checa-checas (maçaricos em Angola)...

Ao fim dumas 3 horas de terem partido ouviu-se uma rajada de G3 duma sentinela dum dos nossos postos.

Era o sinal de alarme. O pessoal dos postos da frente saltou e instalou-se na vala: 2 bazucas e 3 morteiros 60 preparados. Depois mais todo o pelotão de piquete também instalado.

Muitas armas apontadas para a nuvem que se aproximava.

Belo binóculo, afinal era um jipe português que se aproximava a uns dois Kms. de distância.

Chegaram, bem armados, a coluna tinha tido um acidente muito grave.

Já tinha calculado que tinha havido problema com a coluna de caçadores que partira. Como tinham levado a berlier e os unimogues só tínhamos o meu jipe e o jipão do administrador de posto (Dr. Diamantino, beirão). Instalámos dois atrelados. O pelotão de piquete queria todo embarcar. Tive que excluir muitos, aos gritos. O administrador de posto, português valente como todos os outros, espingarda de repetição de caça grossa, foi um dos primeiros a saltar para o volante do seu jipão. Conduzi o jipe militar.

Ponte tosca de madeira partida a cerca de uma hora e meia de distância. Unimogue todo partido em baixo no ribeiro. Várias baixas, estado lastimoso. Trouxemos todos, ao colo... Todos cheios de sangue...vivos ou não...Até eu ao volante, cheio de sangue...E não só...Horror...

A Companhia de Caçadores continuou para Mueda. Iam dormir no mato e partir ao amanhecer.

Os nossos dois jipes e atrelados gemeram com o peso do pessoal, mas chegámos a Negomano.

Helicóptero e dornier (avião monomotor) de Mueda já tinham chegado a Negomano. Carregados, levantaram bem para o hospital militar de Mueda. Cirurgião chefe de Mueda, Dr. Manuel de Jesus (capitão) - perdoe-me ferir a sua modéstia - extremamente competente, era um "Deus" para o pessoal.

Os que tinham hipótese de se salvarem não morreriam...

Mas nunca soubemos mais nada...Foi sempre assim, nunca sabíamos mais nada...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

AVIÃO...AVIÃO...GRITAVA O PESSOAL...


Era a loucura no aquartelamento...

Sem ninguém dar ordem, os trinta e tal militares do pelotão de piquete desatava em grande correria para a pista de aviação. Para fazerem a segurança na aterragem.

Porque estávamos isolados e chegava contacto do resto do planeta.
E traziam o correio!

Um militar do SPM (Serviço Postal Militar) saía do avião e começava a distribuição de cartas, embalagens...incluindo chocolates...derretidos...A temperatura média em Negomano andaria pelos 40-42...

Vinham também visitas...Umas desejáveis - do alferes capelão de Mueda, o Padre João (que é feito de si, Padre João?) e outros e algumas pouco sociáveis - os homens da PIDE. Estes dirigiam-se imediatamente para a casa colonial onde residia o administrador de posto e família. Iam saber se eu me estava a portar bem...

Para terminar, um pouco de como funcionava a Companhia de Cavalaria 1730, a nossa companhia.

Era composta por 166 homens. Todos destemidos. Os menos destemidos também eram destemidos...por simpatia. Simpatia no sentido da simpatia dos explosivos...um explosivo faz explodir os explosivos próximos...

Os 166 homens estavam divididos em 5 pelotões ( trinta e tal homens cada): 4 operacionais, comandados cada um por um alferes e um pelotão de serviços, comandado pelo 1º sargento da companhia, que por acaso era um 2º sargento...já falecido, RIP.

Todos os dias estava um pelotão de guarda ao aquartelamento e um pelotão de piquete. Um ou dois pelotões andavam sempre por fora em patrulha.

Aliás estávamos sempre de piquete: andávamos sempre de G3 na mão e cinturão à cintura com 4 carregadores. Encostávamos a G3 à mesa onde comíamos e à cama, quando dormíamos...na cama. Eu tinha direito ainda a uma Walther de 9 mm.

O pessoal tornou-se exímio no tiro com a G3. Atirando a latinhas de cerveja colocadas ao longe no arame farpado. Ninguém falhava um tiro...

Depois, nos relatórios, eu exagerava as balas gastas nas operações...


Lembro-me do alferes médico da companhia, transmontano valente, pôr-se aos gritos...Mandem-me mais para o Norte! Isto porque se recusava a cumprir às vezes o ordenado nas neps (Normas de Execução Permanente) que recebíamos...Para bem da saúde do pessoal...

Fiz o mesmo muitas vezes. Sem gritar...Por exemplo, nunca obriguei o pessoal a levantar minas.

A alternativa era o meu plano A: um tronco pesado, uma granada ofensiva atada, cordel atado à argola, grampos da argola endireitados, esconder, puxa o cordel! Espreitávamos, se a cova era grande a mina tinha rebentado. Rebentou sempre. Mas se não rebentasse, tínhamos que passar ao plano B. Que não havia. Tinha que o desenrascar na altura...

Mais para Norte não nos mandavam...Ali a 50 metros era a Tanzânia...

Onde alguns de nós fizémos turismo...à Gaspar...de tanga...


(a) Agora a também mui digna Maria Luís Albuquerque